• Ana Carolina Diniz

Saiba passar o seu Recado: Mensagens Digitais Confusas dão Prejuízo


Conseguir fazer uma arte bonita para ilustrar o post, ser ativo na rede social, fazer um texto criativo e atraente. Então está tudo ok com as suas redes sociais. Mas trago aqui uma provocação: como anda sua comunicação direta por meio digital, seja por WhatsApp e e-mail? Seus possíveis clientes, fornecedores e parceiros conseguem te entender?


Li outro dia uma matéria no jornal "Valor" sobre um estudo da escritora Erica Dhawan. Em seu novo livro “Digital body language”, ela traz um levantamento com mais de dois mil profissionais nos Estados Unidos, em que estima-se que as pessoas percam pelo menos quatro horas por semana tentando entender mensagens digitais confusas no trabalho. Segundo ela, isso custa, ao país, US$ 889 bilhões ao ano.


Agora traga isto para seu micromundo. Sua comunicação é clara para seu cliente ou vocês gastam horas numa conversa que poderia ser resolvida em minutos? Na correria para responder logo, você troca as letras das palavras e o texto fica truncado? Cuidado com isso. Seja prático e use uma linguagem simples, mas direta.


Outra questão das mensagens rápidas é o imediatismo. Se você manda um Whatsapp para o cliente, não quer dizer que ele vai responder na mesma hora. Segure sua ansiedade e não cobre. Mesmo que o destinatário tenha lido (os dois tracinhos azuis estão lá para confirmar) pode ser que ele não possa responder naquela hora. Ou, simplesmente, está pensando antes de te dar um retorno.


O uso de emojis também é polêmico. Os símbolos podem ter diferentes significados para cada pessoa. Aquele dedo polegar para cima, para alguns, é um 'ok', prático e impessoal. Para outros mostra frieza. Inclusive, já tive brigas pessoais por conta do uso deste emoji.



Com o Whatsapp, para alguns uma ligação é como se fosse chegar na casa da pessoa sem avisar. Se sentem invadidos. Outros já preferem papear e escutar a voz do outro. Não custa perguntar: "posso te ligar?". O mesmo comportamento pode ser usado com o áudio. Muitos não gostam deste tipo de comunicação, mesmo com a possibilidade de adiantar a velocidade em até 2 vezes.


Nesta comunicação à distância, que foi ainda mais estimulada com a pandemia, não há regra de certo ou errado, mas do bom senso. Assim como a sua rede social, analise seu público. Veja como se dão as conversas, como o outro lado responde a você. A partir daí, crie um diálogo próprio para cada um.


Ana Carolina

Jornalista

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